sábado, 7 de dezembro de 2013

Crescer


          A menina cresceu e acabou perdendo toda a sua inocência. Viu que nem tudo é tão fácil como nos famosos “contos-de-fada”. Nada é perfeito, e nada dura “pra sempre.” Ela percebeu que há dores muito piores do que um tombo de bicicleta ou um ralado no joelho. E, principalmente percebeu que essas dores não se curam com um beijo igual as outras. Percebeu que há medos muito piores do que um fantasma ou um mostro embaixo de sua cama, muito piores do que se perder da mãe no supermercado, e com certeza muito piores do que todos os raios e trovões que lhe faziam correr para a cama da sua mãe no meio da noite.
          “Ta doendo, mãe. Ta doendo aqui dentro.” 
          Mas agora sua mãe não tem como te ajudar, não é? Crescer não é tão fácil e nem tão divertido quanto ela pensou que fosse. E agora?! Ela cresceu. E não tem como voltar. E meu Deus, como ela queria voltar a ser criança... Mas não pode. A menina percebeu que a vida não é um mar de rosas como costumava ser na infância. Você não pode mais voltar correndo pra saia da sua mãe cada vez que cair e se machucar. Força, menina. Você vai cair e vai errar dez, cem, mil vezes. Mas é preciso ter foco, força e fé. Foco no que você quer, força pra você conseguir e fé para nunca deixar de acreditar. Sua mãe terá orgulho de você.
          Vai lá. Cresça o que tem que crescer, erre o que tiver que errar, acerte o que tiver que ser acertado. E, não se esqueça: Viva o que precisa ser vivido.
                                                                                                     Ana

Nenhum comentário:

Postar um comentário